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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Portas vs Manuela Ferreira Leite

É pá, eu ontem ainda tentei durante 15 minutos ver o debate entre os dois, mas passado esse tempo vi-me obrigado a desistir. E isto porquê? Porque simplesmente eu não conseguia estar concentrado a ouvir o debate, sempre que eles abriam a boca eu não conseguia ouvir a realidade, ouvida coisa como:
o Paulo Portas abria a boca e eu ouvia: "Oh Manela, é que nem deixaste um bocadinho de laca para mim."
a Manuela Leite abria a boca e eu ouvia: "Oh Paulinho, que bicho morreu em cima da tua cabeça?"
às tantas vi o Paulo, a juntar as mãos, como se estivesse a implorar e a rir-se por trás das mãos e a pensar: "Oh Manela diz lá mais uma vez 'piqueno' para eu ganhar este debate."
ao que a Manela respondia com um ar de tacho a pensar: "Ui lá vem este falar dos velhinhos outra vez... tou lixada com este São Martinho...".
De vez em quando era acordado pela moderadora do debate que dizia que já tinha passado o tempo para um deles responder.

E depois aconteceu um momento televisivo fantástico, eu passo a explicar: o Paulo Portas queria explicar porque é que achava o programa do PSD ser pouco claro (julgo que foi esta a expressão). O Paulo preparava-se para responder, mas a moderadora interrompeu-o e disse-lhe que já tinha esgotado largamente o seu tempo e que tinha de passar a palavra à Manuela e assim foi. A Manuela pega da palavra e diz que gostava de ouvir as justificações do Paulo sobre tal afirmação e calou-se. Fez-se um silencio técnico durante uns 5s, que foi o tempo que a moderadora teve para pensar em "&%$%lho lá para a mulher, não só acabou com a laca, como ainda me vai obrigar a olhar mais uma vez para o bicho morto em cima da cabeça do outro... estava melhor a vender farturas numa 'relote'"

Só ainda não percebi a questão técnica da linha no meio da mesa, será para eles jogarem Ténis de Mesa, ou é para eles saberem que só se podem meter em cima da mesa até àquela linha? Gostava de ver isso...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

As camas desaparecidas de Seia

Já todos sabem que depois do grande sucesso "Os Magalhães desaparecidos", o governo decidiu produzir e realizar o já aclamado pela crítica "As camas desaparecidas".
Trata-se de uma curta metragem que se desenrola em Seia, onde a Ministra da Saúde, foi inaugurar o novo hospital da cidade e magicamente dois ou três dias depois da inauguração, as camas das enfermarias desaparecem. Bem ao estilo do "Blair witch project", há suspense e mistério, pois a administração afirma terem desaparecido cerca de 30 camas, enquanto os profissionais de saúde afirmam que foram cerca de 80. Medo tenham muito medo.

"As camas desaparecidas" é o terceiro filme da uma triologia que já conta com os já aclamados "Os Magalhães desaparecidos" e o seu antecessor "Os deputados da Assembleia da República desaparecidos".

Pessoalmente, estou esperançado que os realizadores dos filmes anteriores não fiquem por aqui e vou mais longe sugerindo alguns filmes, por exemplo:

"O Primeiro Ministro desaparecido", um filme que retrataria uma viagem do nosso primeiro ministro e que subitamente vai pá "p&#a que o pariu" e nunca mais ninguém o vê.
ou o,
"O piqueno/a desaparecido", um filme onde Manuela Ferreira Leite, vendo-se sem as suas 6 latas de laca diária, tem um súbito ataque de caspa desata a dizer "pequeno" em vez de "piqueno/a".
ou ainda,
"A publicidade eleitoral desaparecida", subitamente um jovem que teve uma gastroentrite devido a cartazes eleitorais faz desaparecer todos os cartazes e coloca-os todos num monte e pega-lhes fogo.

Aguardo, impacientemente pelos novos filmes, mas esperançado que atentem às minhas sugestões.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Poluição visual

Começo este blog, com uma referência à ecologia. Em tempo de tanta consciência ecológica, como é que é possível haver uma barbaridade de poluição visual como a que vou descrever?

Não há cruzamento ou rotunda, onde não tenha que bater de frente contra um qualquer candidato a Primeiro Ministro.

Sai um gajo de casa para ir trabalhar, ainda consegue ir todo contente na primeira rotunda "PÁS" lá está uma carantonha a rir-se, como se estivesse a dar-me gozo... "Anda lá vai trabalhar, que eu estou a fazer por não ter que fazer isso, siga..."

E lá vai um gajo até à próxima rotunda, já menos animado, para depois "PÁS", mais dois cartazes, e os gajos continuam a rir-se... mas a rir de quê? O que é que há para rir?? É que nem o car&#%& da selecção nacional de futebol ganha!!!

E depois, quanto maior for a rotunda, mais cartazes tem... e nos semáforos? Até se amontoam uns em cima dos outros.

A semana passada apanhei uma gastroentrite e andei uns tempos a pensar se teria sido alguma coisa que comi que estaria fora do prazo ou estragado... até que um dia de manhã, quando ia a passar por uma das rotundas me deu um "ataque de azia" e pensei "tu queres lá ver, que afinal o que me deu cabo da figadeira (eu sei que não é da figadeira, mas ficava bem para a expressão) foram mas é os cartazes?". Agora estou convencidíssimo que foram eles, é que aquilo é uma autentica virose... qual Gripe A, qual quê.

Quem é que se lembrou desta moda dos cartazes? Já pensaram no perigo? Eu por exemplo, só quero é sair depressa da rotunda ou cruzamento, para não ter de olhar para aquelas fronhas!! Isto vai provocar acidentes, ai vai vai...

Tanto cartão e tinta gastos, para imprimi caras de gajos a rir. Ao menos numa das minhas viagens de férias, quando passei em Óbidos, alguém achou o mesmo que eu e teve uma ideia luminosa, "E se eu decorasse os cartazes?". E assim foi, desatou a colocar "pêras", bigodes, óculos e orelhas em todos os cartazes que encontrou. E eu tenho de ser sincero, ficaram bem melhores, eu consegui soltar um sorriso e tudo.

Espalhem a ideia, pode ser que pegue e o meu dia fica mais animado.